terça-feira, 18 de novembro de 2008

Artesanato Guarani no Balneário de Camboriú









Fotos clicadas por mim (Clevane Pessoa):

Oncinhas de madeira.A menorzinha é mais primitiva, o focinho representado por um X, os olhos maiores, seria

artesanato indígena, as jovem vendedora e crianças guaranis nas Ruas de Camboriú

Dentro do "Bomdindin, que segue pela orla marítima e retorna pela orla fluvial do Rio Camboriú.Luane finge que dirige um volante invisível, mas o motorista verdadeiro, fica em uma cabine (à frente).

Viagem deliciosa...




De 06 a 10 de novembro (2008), estive no balneário de Camboriú, com direito a uma tarde/noite em Brusque,para os III Jogos Florais de balneário de Camboriú , em Santa Catarina.

A cidades abrem-se para os trovadores.Praticamnte, tudo pago, o que quase não se vê em outros encontros de poetas.Nessas confraternizações, nossa identidade de Poetas, é foirmemente reafirmada.E os trovadores primam por esses Jogos Florais, que nasceram em Nova friburgo, com direito a musa e tudo mais.

À noite, dia nove, saímos para fazer algumas comprinhas no centro-inclusive, procurar maiô Catalina.

Então, vi várias mulheres indígenas, pequenas e belas, com criancinhas perto.

Perguntei se poderia fotografar e soube a tribo:guarani.

Comprei um catitu para Marco Llobus, que preside a rede Cultural catitutu aqui em Belo Horizonte, e oncinhas para mim, uma de cada ex-dona da Terra brasilis de uma criança aprendiz?

Confesso que ao colocar as onças em minha sala, fiquei comovida.E preciso dizer porque/Sou tetraneta de indígena potiguar- e mina avó contava que essa filha da floresta morrera jovem , de parto-e que fora caçada a laço, para ser esposa do fazendeiro, meu tetravô...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

cpotiguara@yahoo.com.br

Embaixadora Universal da Paz, pelo Cercle de les Ambassadeurs Univ.de la Paix.

Poeta Honoris Causa pelo Clube Brasileiro de língua Portuguesa(oito Paíese lusófonos:
Portugal,Brasil, Angola, Moçambique,Cabo Verde, Porto Príncipe, Guiné Bissau, S.Tomé e Príncipe)

POESIA MITICA GUARANI



Com mito guarani, inicia-se a edição 104 de LA IGUANA, revista da qual muito gosto:


POESIA MITICA GUARANI


IEl verdadero Padre Ñamandu, el Primero,
de una pequeña porción de su propia divinidad,
de la sabiduría contenida en su propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora
hizo que se engendrasen llamas y tenue neblina.
II
Habiéndose erguido (asumido la forma humana),
de la sabiduría contenida en su propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora,
concibió el origen del lenguaje humano.
De la sabiduría contenida en su propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora
creó nuestro Padre el fundamento del lenguaje humano
e hizo que formara parte de su propia divinidad.
Antes de existir la tierra,
en medio de las tinieblas primigenias,
antes de tenerse conocimiento de las cosas,
creó aquello que sería el fundamento del lenguaje humano
e hizo el verdadero Primer Padre Ñamandu
que formara parte de su propia divinidad.
III
Habiendo concebido el origen del futuro lenguaje humano,
de la sabiduría contenida en su Propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora,
concibió el fundamento del amor.
Antes de existir la tierra,
en medio de las tinieblas primigenias,
antes de tenerse conocimiento de las cosas,
y en virtud de su sabiduría creadora,
concibió el origen del amor.
IV
Habiendo creado el fundamento del lenguaje humano,
habiendo creado una pequeña porción de amor,
de la sabiduría contenida en su propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora
el origen de un solo himno sagrado lo creó en su soledad.
Antes de existir la tierra,
en medio de las tinieblas originarias,
antes de conocerse las cosas,
creó en su soledad (para sí mismo) el origen de un himno sagrado.
V
Habiendo creado, en su soledad, el fundamento del lenguaje humano;
habiendo creado, en su soledad, una pequeña porción de amor;
habiendo creado, en su soledad, un corto himno sagrado,
reflexionó profundamente sobre a quién hacer participe del fundamento del lenguaje humano;
sobre a quién hacer participe del pequeño amor;
sobre a quién hacer partícipe de las series de palabras que componían el himno sagrado.
Habiendo reflexionado profundamente,
de la sabiduría contenida en su propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora,
creó a quienes serían compañeros de su divinidad.
VI
Habiendo reflexionado profundamente,
de la sabiduría contenida en su propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora,
creó a los Ñamandu de corazón valeroso.
Los creó simultáneamente con el reflejo de su sabiduría (el Sol).
Antes de existir la tierra,
en medio de las tinieblas originarias,
creó al Ñamandu de corazón grande.
Para padre de sus futuros numerosos hijos,
para verdadero padre de las almas de sus futuros numerosos hijos,
creó al Ñamandu de corazón grande.
VII
A continuación,
de la sabiduría contenida en su propia divinidad,
y en virtud de su sabiduría creadora,
al verdadero padre de los futuros Karaí,
al verdadero padre de los futuros Jakaira,
al verdadero padre de los futuros Tupá
les impartió conciencia de la divinidad.
Para verdaderos padres de sus futuros numerosos hijos,
para verdaderos padres de las palabras-almas de sus futuros numerosos hijos,
les impartió conciencia de la divinidad.
fragmento ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

Esse fragmento de poema, captei-o na ´´otima revista virtual la Iguana"


LA IGUANAaño 5/ 104 /15 de noviembre de 2008 en este número : poesía mítica guaraní;rubén eduardo gómez (chubut, residente en bs as); arturo bolaños martínez (barcelona); gabriela bruch (gran bs as , arg); jorge paredes ( avellaneda, bs as, arg)gabriel francini ( bs as, argentina ); susana lizzi (gualeguaychú, entre ríos, arg)


Conforme diz sua coordenadora, GABRIELA BRUNCH:
responsable de este reptilsaurio propio de las regiones de américa :

GABRIELA BRUCH



enviá tus textos , comunicate : revlaiguana@yahoo.com.ar



del sur del mundo al mundo...

_________________***_____________

Divulgação;
Clevane Pessoa de Araújo Lopes, bloggeira

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Urda Alice Kluger Nosso irmão, o bugre,O índio Xokleng-Lindolf Bell-Tamyris Amaral-DIFICULDADES E BELEZA ENTRE OS XOKLENG



Indio Xokleng.O crédito da bela foto é de Marília França

Fonte:Tamyris Amaral / Tenõde Porá UcB News

http://tenodepora.spaces.live.com

Captada no http://webradiobrasilindigena.wordpress.com/2007/11/28/dificuldades-e-beleza-entre-os-xokleng/

(Navegue até lá)



Urda Alice Kluger
mostrar detalhes 10:12 (37 minutos atrás) Responder




Nosso irmão, o bugre
Santa Catarina, via de regra, é um Estado todo bonitinho, cheio de cidades arrumadinhas e bem cuidadas, não importa muito a etnia que as formou no princípio. Aqui pelo meu Vale do Itajaí o pessoal gosta mesmo de caprichar: jardins bem cuidados rodeando casas quase sempre caprichosamente pintadas, centenas de donas de casa a usar uma preciosíssima água que deve se acabar em duas décadas para lavar e lavar calçadas que poderiam ser apenas varridas – uma beleza, todo o mundo cuidando da estética e da manutenção de uma terra que foi roubada dos... índios! É bem isso aí, gente, toda esta terra do Vale do Itajaí, bem como toda esta terra do continente americano já tinha dono antes que europeus e africanos aqui chegassem (há que se perdoar os africanos, que para cá foram trazidos à força.). E tem gente demais, por aí, dizendo e sentindo barbaridades a respeito do nosso espoliado índio, mais conhecido pelo termo bugre, que tem conotação bem pejorativa.
Eu tenho um amigo índio chamado Edvino. Ele é Xokleng, mas têm os olhos azuis, coisa lá de uns antepassados alemães que ele teve, mas dos quais não faz conta. Decerto são daqueles alemães que furunfaram lá com as antepassadas do Edvino e depois foram para casa cheios de si, a defender idéias de raça pura, essas bobagens assim. O fato é que Edvino é um Xokleng de olhos azuis. Num sábado aí para trás tirei um tempinho para andar pela cidade, e sentei-me numa pracinha onde Edvino justamente estava a vender bonito artesanato. Daí a pouco se senta ao meu lado uma típica dona de casa blumenauense, daquelas que gastam nossa preciosa água com as calçadas, e entabulamos alguma conversa. Disse para ela:
- Vês aquele rapaz ali, de olhos azuis? Ele é um índio!
Se uma dúzia de cobras venenosas tivesse aparecido naquele momento na praça e avançado na mulher ela não teria dado maior pulo. Ficou apavorada, o coração espremido de medo, a dizer-me:
- Aquele? Meu Deus, um selvagem! – e jogou-se embora quase correndo, tamanho seu medo.
Daí eu pergunto: quem é, ou quem foi o selvagem? O índio, antigo dono das nossas terras, era (e é) tão Homo sapiens sapiens quanto qualquer um de nós que lê jornal, e o que nós fizemos com ele? Aconselho que vocês leiam um livro chamado “Índios e brancos no Sul do Brasil”, de autoria de um nosso grande antropólogo, internacionalmente respeitado, Sílvio Coelho dos Santos. Sílvio passou toda a sua vida ligado ao povo Xokleng e conhece como ninguém a sua história. Vou transcrever aqui um pedacinho do livro – é um pedacinho de uma entrevista que o Sílvio fez lá pela década de 60 com um importante fazendeiro catarinense, e está à página 87 do livro. Depois de contar muitas atrocidades sobre como se efetuava o genocídio desse povo a quem roubamos as terras, ele conta o pedacinho seguinte:
“...conheci um indivíduo chamado Júlio Ramos, que participava dessas tropas. Contou-me que uma vez, durante um ataque, uma meninota de mais ou menos 14 anos tentava fugir do acampamento. Ele a alcançou, agarrando-a pelos cabelos, e desceu-lhe o facão. Este penetrou pelos ombros descendo até o estômago, cortando que nem bananeira(...)”
Duvido que você consiga almoçar bem hoje, se se lembrar de tal fato na hora da comida. E este é apenas um minúsculo pedacinho da História verdadeira. E dificilmente alguém de nós não descende de invasores que fizeram ou mandaram fazer coisa parecida. E ainda está cheio de gente levando susto quando vê índio, pensando na velha fórmula do “selvagem”. Quem é o selvagem? Eles ou nós?

Blumenau, 25 de Junho de 2003.


Urda Alice Klueger

>>>***<<<

E repito aqui o belo peoma de Lindolf Bell, já publicado neste blog.

O poeta catarinense, natural de Timbó, onde hoje existe, na casa onde morou, o Centro de Memória Lindolf Bell, poeta que homenageei (*) dia 14/10, no Terças poéticas do Palácio das Artes, sob a curadoria de Wilmar Silva,faz completa um decênio de sua partida para outra POIESIS transcendental.Amante da natureza, das pessoas , Bell foi o líder da catequese Poética.



Abaixo, repetição da pg publicada em 04 novembro 2007

POEMA PARA O ÍNDIO XOKLENG(Lindolf Bell)

POEMA PARA O ÍNDIO XOKLENG




Lindolf Bell
Se um índio xokleng
subjaz
no teu crime branco
limpo depois de lavar as mãos

Se a terra
de um índio xokleng
alimenta teu gado
que alimenta teu grito
de obediência ou morte

Se um índio xokleng
dorme sob a terra
que arrancaste debaixo de seus pés,
sob a mira de tua espingarda
dentro de teus belos olhos azuis

Se um índio xokleng
emudeceu entre castanhas, bagas e conchas
de seus colares de festa
graças a tua força, armadilha, raça:
cala tua boca de vaidades
e lembra-te de tua raiva, ambição, crueldade

Veste a carapuça
e ensina teu filho
mais que a verdade camuflada
nos livros de história

(enviado pela pesquisadora urda Kuegler, de Sc.Em memória do grande poeta catarinense, existe em Timbó, sua cidade natal, o centro de memória Lindolf Bell,onde viveu e onde estão devidamente preservados móveis,objetos,livros, manuscritos ,etc.A curadora é sua filha Rafaela Hering Bell, filha da artista plástica ,a escutora Elke Hering Bell.Rafaela , que cresceu em meio à poesia paterna e à arte materna,galeria de arte de seu pai, é diretora do MAB(Museu de Arte de Blumenau).A galeria do poeta ,que foi conhecido marchand chamou-se Açu-Açu.

AÇU - quer dizer "grande", "comprido".Açu-açu:muito grande.Os indígenas repetem a palavra, para dar a noção de muito, de grande, de muitos.Assim, pana-paná,muitas borboletas.Ati-ati:muitas gaivotas.
http://itaquatiara.blogspot.com/2007/11/poema-para-o-ndio-xoklenglindolf-bell.html
Fonte:

>>>***<<<

"E sobre os xoklengs (reserva do Norte do Paraná):


DIFICULDADES E BELEZA ENTRE OS XOKLENG


"Publicado 28 Novembro 2007, 331 Agricultura Familiar , Comunidades Indígenas , Criança e Adolescencia , Cultura , Desenvolvimento Sustentável , Desnutrição Infantil Indígena , Direito , Direitos Humanos , Direitos dos Povos Indígenas , Economia , Educação , Etnoambiental , FUNAI , FUNASA , Governo , Inclusão Social , Indígena , Integração Nacional , Internet , Intolerãncia , Jornal , Justiça , Juventude , Literatura , Movimento Indígena , Movimentos Sociais , Mulher Indígena , Mídia , ONU , Ongs , Organizações , Politica , Politica Indigenista , Sociedade Civil , TICs , TV , TV.Jornal



Indígena Xokleng

Os Xokleng estão situados na Reserva Duque de Caxias, ao norte do estado do Paraná, e lutam desde a década de 70 com a construção da barragem de contenção do rio Hercílio. Enfrentam dificuldades com a área de saúde e transporte. Entretanto, mantém a cultura viva, principalmente a manutenção da língua Jê.
A aldeia Xopleng até hoje reclama pelas terras inundadas com a construção da barragem, construída para conter as cheias periódicas nas cidades situadas no Vale do Itajaí pelas águas do rio Hercílio. Segundo Ismael Naplã Nunconã, um dos membros da etnia que participa dos Jogos Indígenas, “a barragem enchia, e estragava a plantação e matava os bois dos índios”.
Enquanto o Vale do Itajaí está seguro, as terras mais férteis da reserva ficam alagadas com freqüência e impedem o contato da aldeia com a cidade. Os indígenas precisam dar uma volta de 20 a 30 km de distância.
Outra reclamação apontada por Ismael é com relação à falta de médicos. “Falta médico, quando dá vontade vai. Aí, quando vai, fica uma ou duas horas só”, reclamou.
Falta transporte que interligue a aldeia com a cidade. Alguns jovens Xokleng trabalham na colheita de tabaco e na zona urbana, como Ismael que é carpinteiro junto com outros três colegas de aldeia.
Entre tantos desencontros a aldeia se reafirma com a língua Jê, ensinada até para membros que se afastaram e agora retornam às suas raízes. A educação entre eles também exerce um papel importante.
VOCABULÁRIO E RECEITA
Enquanto conversamos sobre os hábitos alimentares coletei alguns exemplos de carnes preferidas do Ismael e sua versão em Jê. São elas: Porco do mato, tadeti; veado, kabe; e tatu, zazan."


Fonte:http://webradiobrasilindigena.wordpress.com/2007/11/28/dificuldades-e-beleza-entre-os-xokleng/

Fonte:Tamyris Amaral

Divulgação:
Clevane Pessoa de araújo
Belo Horizonte, MG

Diretora Regional do inBRasCi em BH/MG

Embaixadora Universal da paz , pelo cercle de Les Ambassadeurs de la Paix, Genebra, Suiça.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Valter Dias vence o FESTIBAR em Belo Horizonte




A voz de Valter Dias justifica suas vitórias, mas sua simpatia e carisma garantem seu rol de amigos.

Conheci-o através de dayanne Timóteo, musa e poetisa e acompanho sempre suas conquistas.
Parabéns ao cantor mineiro, do Vale do jequitinhonha,descendente dos Botocudos e radicado na capital mineira, que no domingo passado ,17 de agosto, venceu o FESTIBAR.

Divulgação:
Clevane Pessoa de Arapujo Lopes
Dietora Regional do InBrasCi em Belo Horizonte, MG

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Preparatória ao FNMI:"Cunhã-Uasu Muacasáua - MULHERES FORTES E UNIDAS.




Eliane Potiguara, a incansável defensora das mulhers e das causas indígenas, envia-nos o release abaixo e o belo cartaz acima, ajude-nos a divulgar!:

"Preparatória ao FNMI:"Cunhã-Uasu Muacasáua - MULHERES FORTES E UNIDAS!"


grumin-on-line


Patrocício:
UNIFEM(Programa Gênero,Raça e Etnia)

Através dos séculos nossa voz foi sufocada. Mas muitas vozes femininas ecoaram. Hoje o princípio da Terra, cujas sementes brotaram a partir das lágrimas de dor das mães, tias, avós e bisavós desse país se fazem presentes.

Em 1986 nasceu o Grumin...Em 1991, há 17 anos, o Grumin reuniu no Rio de Janeiro, no município de Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, 200 mulheres indígenas para a Pré-Conferência da ONU sobre Meio Ambiente. Em 1995, a voz da mulher indígena brasileira explodia num grito de liberdade na Conferência da ONU em Beijing.

Estamos zelando pela nossa Mãe Terra. Todas as mulheres são manifestações da Mãe Terra em forma Humana. No aniversário de 22 anos de GRUMIN em 2008, um presente ancestral foi dado às matriarcas e às jovens desse país:

"Cunhã-Uasu Muacasáua - MULHERES FORTES E UNIDAS!".
E esse presente é seu! Eliane Potiguara
http://www.grumin.org.br
Este evento é somente para as organizações convidadas, visto ser uma Preparatória."






REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS


ELIANE POTIGUARA
Fellow da Ashoka
Observatório da Mulher Indígena
INBRAPI/Inst.Bras.Propriedade Intelectual
Membra Fundadora del Enlace Continental de Mujeres Indígenas
Associação Mulheres pela Paz

www.grumin.org.br (institucional)
http://www.elianepotiguara.org.br (site oficial da escritora)
http://fotolog.terracom.br/elianepotiguara
http://groups.yahoo.com/group/literaturaindigena

E-mail institucional: grumin@grumin.org.br

http://groups.yahoo.com/group/literaturaindigena ( Participe desta lista de discussão

terça-feira, 1 de julho de 2008

Blogs e sites Informativos

Informativos:

10 Blogs e espaços intressantes (apresentaos pela pesquisa Google):


ÍNDIOS DO BRASIL - história, cultura, sociedade indígena, arte, tribos
História dos Indios do Brasil, cultura indígena, arte indígenas, organização social dos índios, cacique, pagé e religião indigena
www.suapesquisa.com/indios -


2.Povos indígenas do Brasil - Wikipédia, a enciclopédia livre
(Redirecionado de Povos indígenas brasileiros) Ir para: navegação, pesquisa ... estudos sobre os povos indígenas brasileiros foram realizados no século XVI, ...
pt.wikipedia.org/wiki/Povos_ind%C3%ADgenas_brasileiros -


3.Cada povo :: Povos Indígenas no Brasil - ISA
Informações sobre cada povo indígena no Brasil ... localize-se: Povos indígenas no Brasil> Quem, onde, quantos> ... dos Povos Indígenas tem o propósito ...
www.socioambiental.org/pib/portugues/quonqua/cadapovo.shtm -


4.DHnet - Direitos Humanos na Internet
... de 18% da região, e nelas vivem pouco menos de 50% dos indígenas brasileiros. ... 30 anos, os povos indígenas brasileiros intensificaram sua participação na ...
www.dhnet.org.br/educar/redeedh/bib/oea97.htm


5.Povos Indígenas no Brasil - Instituto Socioambiental
Esta página ... se: Povos indígenas no Brasil> Os índios e nós> O ... A demarcação das terras indígenas também recebeu expressivo apoio dos brasileiros. ...
www.socioambiental.org/pib/portugues/indenos/quepens/analis.shtm


6.LITERATURA INDÍGENA: Um Pensamento Brasileiro
... indígenas sempre estiveram à margem dos padrões culturais brasileiros, pela ... É um desafio para povos indígenas brasileiros a sua inserção na sociedade de ...
www.elianepotiguara.org.br/discursos.html - 182k

.Prêmio Culturas Indígenas 2007
PRÊMIO CULTURAS INDÍGENAS 2007 EDIÇÃO XICÃO XUKURU ... na representatividade regional e étnica dos povos indígenas brasileiros; ...
www.premioculturasindigenas.org/edital.html


8.Senado Federal - Agência Senado -Notícias
Noticiário produzido pela Agencia de Notícias do Senado Federal - Secretaria ... discutiu os direitos dos indígenas brasileiros nesta quinta-feira (19) - data ...
senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=62708&codAplicativo=2


9.Jogos dos Povos Indígenas
Se apresentaram em vários estados brasileiros, inclusive no Maracanã, no Rio ... Escolares Brasileiros foram de grande valia para as comunidades indígenas no ...
www.funai.gov.br/indios/jogos/foto_principal/futebol.htm


10.Povos ameríndios - Wikipédia, a enciclopédia livre
Ver lista completa de Povos indígenas brasileiros. Guaranis. Potiguaras. Cainganguess ... Guerras indígenas nos Estados Unidos da América ...
pt.wikipedia.org/wiki/Povos_amer%C3%ADndios

ÍNDIOS DO BRASIL - CULTURA INDÍGENA E HISTÓRIA - História do Brasil
História dos Índios no Brasil, as tribos indígenas, o contato entre índios e portugueses, a cultura indígena, o trabalho entre as tribos indígenas, a ...
www.historiadobrasil.net/indiosdobrasil


12.Jogos dos Povos Indigenas
... a semelhança entre indígenas e não indígenas brasileiros: a paixão pelo futebol. ... Escolares Brasileiros foram de grande valia para as comunidades indígenas no ...
www.funai.gov.br/indios/jogos/novas_modalidades.htm - 54k



13.~*~CERIMÔNIA DO AJUCÁ~*~
... rituais que combina elementos cristãos, indígenas, espíritas e afro-brasileiros. ... indianos, entre os escandinavos e também para os indígenas brasileiros. ...
www.rosanevolpatto.trd.br/lendacerimoniaajuca.html

14.LITERATURA INDÍGENA: Um Pensamento Brasileiro
... CONSULTA PRÉVIA aos povos indígenas brasileiros e democratizando as informações ... indígenas, por um grupo de empresários espanhóis, franceses e brasileiros); 3) ...
www.elianepotiguara.org.br/documento1.html - 72k


15.Dia do Índio - 19/Abril - 09/Ago
Estima-se a existência de cerca de 200 sociedades indígenas no Brasil. ... diversos grupos indígenas brasileiros, o antropôlogo Eduardo Galvão desenvolveu ...
www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Amar_Instruir/Datas_DiaDoIndio.htm - Em cache
16.Pesquisas tentam resgatar línguas indígenas - Notícias 5 :: Beira 22
... tentam resgatar línguas indígenas. Tatiana Ferreira. Fotos: arquivo ... falados pelos povos indígenas brasileiros, segundo o Instituto Socioambiental. ...
www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/Beira22/noticias/noticia5.htm


17...:: I N B R A P I ::..
... suas declarações, feitas no Brasil, de que os indígenas brasileiros não precisam ... dos povos indígenas e comunidades locais brasileiros também foram ...
www.inbrapi.org.br/abre_noticia.php?noticia=160


18.>> MUSEU DO ÍNDIO <<
... diversos grupos indígenas brasileiros, o antropologo Eduardo Galvão desenvolveu ... Os povos indígenas e suas relações com a natureza > Os Guarani no Rio ...
www.museudoindio.gov.br/template_01/default.asp?ID_S=33&ID_M=97


19.Diario do Amazonas
... concentra cerca de 60% dos indígenas brasileiros, o número revela que a mídia ... O índice de crianças e adolescentes indígenas fora da escola também é maior que ...
www.diarioam.com.br/novo_site/noticias.php?idN=35330


20.CIR - Conselho Indígena de Roraima
... indígenas sempre estiveram à margem dos padrões culturais brasileiros, pela ... É um desafio para povos indígenas brasileiros a sua inserção na sociedade de ...
www.cir.org.br/artigos.php?id=13

Floresta da Índia Ursa Sentada



Imagem:captada em http://ursasentada.blogspot.com/2008/05/pinturas-em-plumas-fonte-imagens.html

Delicadas pinturas em plumas, vá ver as demais!

Foto da dona do blog, a quem aplaudimos.

Visitem o blog de Angela Ursa , interessada na defesa e na preservação das culturas indígenas e florstas.Vejam sua fala na entrada do endereço:

"Esta floresta virtual, inicialmente, foi criada para a personagem índia Ursa Sentada. Em defesa do meio ambiente, dos direitos indígenas e de sua cultura. Pela integridade dos índios enquanto cidadãos. Abaixo a violência e o tráfico de animais, a pesca predatória, a poluição da natureza, o desmatamento e incêndios florestais criminosos. Contra a biopirataria. Pela solidariedade e respeito entre todos os povos."

É maravilhosos ver que a beleza de p]uma pena ou pluma caída , pode ser enriquecida com arte e tornar-se , além da beleza de per si, um objeto de desejo e mostra das

haiKai

Sobre a pluma ,cores
-pessoa copia arte de Deus:
aluno de mestre...

Clevane

Proyecto Asháninka: Ayóompari de Etnodesarrollo Integral Alternativo”,


Fonte(visite para ler/ver mais):karipuna.blogspot.com/.../seres-da-floresta.html

foto:casa comunitária Ashninka

"PRESENTACIÓN

"La Comunidad Indígena Asháninka Marankiari Bajo (CIAMB - PERÚ), es puerta de entrada a la Amazonía Central del Perú. Está ubicada en la margen derecha del Río Perené, se encuentra entre los 560 y 1,250 m. sobre el nivel mar, región Selva Alta, Distrito Perené, provincia Chanchamayo, departamento Junín, Km. 26.5 de la carretera Presidente Fernando Belaúnde Terry (ex Marginal de la Selva Central) tramo vial desde la ciudad de La Merced a Satipo.

La CIAMB-PERÚ está reconocida por el Gobierno del Perú mediante la Resolución de Apoyo Externo Nº 0473-ORAMS VI del 25 de Febrero de 1975 e inscrita en el Registro Nacional de Desconsolidados de Comunidades Nativas Folio Nº 111 - 02.03.75 en la ciudad de Huancayo (Junín). Esta registrada en el Sistema Nacional de los Registros Públicos del Perú – Selva Central Título No. 3978 - 01.07.98, Ficha N° 097. Es de mencionar que, luego de muchas gestiones, también se ha conseguido la titulación de sus predios según consta en la Resolución Directoral Regional Agraria Nº 107-2004 DRA-J/ PETT.OC. del Ministerio de Agricultura.

La CIAMB-PERÚ, es pionera y ejerce el liderazgo en el Río Perené. Comparte las experiencias positivas ganadas a través del trabajo con las familias y de talleres de información en los cuales invita a la participación voluntaria de los líderes de las demás comunidades Asháninka y Yánesha vecinas del distrito de Perené. A partir de la experiencia local del "doble ensayo" pretende fortalecer las estructuras sociales del Pueblo Asháninka y consolidar los vínculos de amistad.

La CIAMB-PERÚ ha realizado varios convenios interinstitucionales de carácter público y privado al nivel local, distrital, provincial, departamental, nacional e internacional. Podemos reflejar algo de nuestro trabajo tesonero del liderazgo en las paginas web: www.rcp.net.pe/ashaninka y http://es.geocities.com/ashaninka_ciamb

En la actualidad viene ejecutándose el “Proyecto Asháninka: Ayóompari de Etnodesarrollo Integral Alternativo” en su segundo año con resultados positivos. El Proyecto Asháninka es financiado en gran parte por la Fundación Interamericana (FIA-IAF).

Cabe dejar en claro que el proyecto Asháninka fue elaborado desde sus inicios en una unidad de esfuerzos a través del equipo técnico indígena Asháninka de la CIAMB-PERÚ con la participación de las familias organizadas y el aporte solidario de la cooperación nacional e internacional, sin duplicar fuerzas.

El Programa Perú del Fondo Indígena y la GTZ apoyaron los estudios de preinversión que fueron realizados por la Asociación Peruana de Solidaridad con los Pueblos Indígenas (ASOLPI).

El “Proyecto Asháninka: Ayóompari de Etnodesarrollo Integral Alternativo”, cubre varias líneas de desarrollo, a irse logrando mediante la conjunción de esfuerzos de los distintos actores. Se pretende que la mirada de las instituciones financieras del país y del exterior oriente su cooperación al plano local para el fortalecimiento de la unidad familiar, comunal en la práctica y de extensión al pueblo indígena en su conjunto. "

Enviado por K.K

PROYECTO ASHÁNINKA


karipuna.blogspot.com/.../seres-da-floresta.html


PROYECTO ASHÁNINKA: AYÓOMPARI DE ETNO DESARROLLO INTEGRAL ALTERNATIVO

PU-510



"Las familias indígenas Asháninka de la CIAMB-PERÚ están llevando a cabo una estrategia de desarrollo local integral alternativo acorde con la realidad local, sostenible y compatible con su identidad cultural, con el apoyo de de Inter-American Foundation (IAF) y el acompañamiento de la Asociación Peruana de Solidaridad con los Pueblos Indígenas (ASOLPI) a través de la asistencia técnica en el marco del Convenio Asháninka.

El proyecto Asháninka está trabajando en la ampliación de la producción y comercialización de productos agroecológicos por medio de la instalación, la rehabilitación, la diversificación de cultivos en las chacras y la optimización de las prácticas agrícolas de siembra, cosecha y post cosecha.

Se ha implementado un vivero agro forestal a fin de mejorar las variedades de las plantaciones y recuperar especies alimentarias y medicinales nativas. En el vivero se realizan trabajos de investigación sobre cultivos alternativos evaluando su rendimiento para luego implementarlos en las parcelas de los comuneros.

Se está capacitando a los miembros de la comunidad en técnicas intermedias de transformación y almacenamiento de productos de la zona, para el autoconsumo y la venta local u otros mercados.

Se viene ejecutando y esta en marcha varios micro proyectos de comercialización de frutas, desarrollo de microempresas y promoviendo las actividades productivas con valor agregado vinculadas al ecoturismo a través de un fondo para préstamos.

Las familias principalmente y los líderes Asháninka están recibiendo capacitación progresiva sobre leyes y programas que afectan o benefician a las comunidades. También se está capacitando a los líderes en planificación participativa y técnicas de desarrollo local, quienes a su vez una vez entrenados capacitarán a otros miembros de la comunidad y a las organizaciones locales en materia de técnicas de identificación de problemas, elaboración de propuestas, negociaciones y administración de recursos en lo modo posible. Esto está contribuyendo a aumentar la capacidad de gestión local y de desarrollo económico.

Para el logro de estos objetivos se vienen realizando coordinaciones, convenios y alianzas de cooperación técnica con instituciones de la zona y de otras localidades, tales como la Municipalidad Distrital de Perené, la Universidad Nacional Agraria La Molina (UNALM), entre otros."

Fonte:www.banrep.gov.co/museo/esp/boletin/52/images/londono/01

Joao Guimarães Rosa-Ritmos Selvagens


Ritmos Selvagens

O pica-pau, vermelho e verde,
paralelo ao tronco
branco de papel de uma mirtácea,
como um poeta , que desde a madrugada
vem fazendo o retoque de seus versos,
martela o bico , na casca da árvore,
o poema dos índios caipós:

--“Índios escuros, das terras fechadas,
que ninguém pisou,
dos chapadões a meio caminho dos grandes rios,
broncos e brutos, sem arcos nem flechas,
rompem cabeças de missionários a cacetadas,
fazem tremer, fazem correr as outras tribos,
voam no campo atrás dos cascos dos veados,
matam veados só com pauladas,
caiâmu-poguê-dje-ipô!...”

Depois de pendurar num ramo de cajueiro
a casa de cômodos
em cartolina cônica e amarela,
os estúrdios marimbondos-de-chapéu
saem dos alvéolos e fermentam no ar,
num remoinho de ferrões e de asas,
zumbindo o hino dos índios das matas:

--“Bem escondido entre as ramadas da beira d’água,
como curta e grossa jibóia quieta,
toda enroscada nas penas lindas de uma arara
que devorou,
o nhambiquara, de rosto escuro, zingomas pintados
a jenipapo,
fica dez horas, todo encolhido, de bote armado,
os olhos vivos, o arco pronto, muita paciêcia,
e trinta flechas envenenadas ...”

O paturi, no alto,
deixa escapar do bico a piaba,
que desce no ar como uma gota
de mercúrio vivo,
e grasna para a lontra, que avança n’água,
em linha reta, como um torpedo,
noticias novas que trouxe do Xingu:

--“O bacari, belo e tranqüilo,
com o arco vermelho da guarantã,
parece mudo, parece bobo, olhando a água,
e joga a flechada no rio crespo, fisgando o lombo
de um surubi...
E fica triste, e fica bravo, só porque a ponta da flecha
[longa
pegou dois dedos mais pra baixo, no dorso liso do
[peixe de ouro,
que ele nem viu...”

Triste tucano, de bico armado,
descompensado , maior que o corpo,
chega voando e toma de assalto
um dos fortins da terra vermelha
que as térmicas vão escalonando pela campina,
e, bem na grimpa do cocoruto,
desprende a queixa dos índios do sul:

--“Os índios moles , sujos e tristes,
que não têm redes, que falam manso e dormem no
[chão,
e pulam batendo com as mãos nas pernas
[ensangüentadas
das ferroadas das muriçocas,
e cantam semanas , tirando a carne dos esqueletos, o
[bacororo,
grandes batoques nos beiços grossos, sempre tremendo,
pobres bororos,
sentem a onça a três quilômetros, na mata espessa,
bem antes da fera os farejar...”

E o jacaré crespo, de lombo verde, de papo amarelo,
ensina à arara,
toda azul, de patas pretas , de pálpebras pretas,
que ensina o gavião, que passa no vôo, fino e pedrês,
que ensina a um bando, que vai de mudança, de
[maracanãs,
o canto das índias dos carajás:

--“Carajás das praias do Araguaia,
meio vestidas, meio peladas, mal domesticadas,
mulheres roxas, de nariz chato,de pés enormes,
trincando piolho nos dentes brancos,
índias pesadas, quase na hora de dar à luz,
vêm nas pirogas, em troncos bambos, finos , compridos,
com cachos de meninos , curumins vivos, equilibrados,
dependurados,
e as canoinhas passam ,à flor das águas , como coriscos,
à frente dos ventos, batendo piranhas, vencendo asas e
[pensamentos
Araguaia abaixo, do Caiposinho até conceição...”

O dia inteiro, as águas ouviram,
e as matas entenderam,
as vozes que o vento vai levando
para oeste, para longe, para alem de Culuene,
onde o sol se apaga , como a fogueira da última taba,
onde os cocares dos buritis pendem imobilizados,
e o rio marulha a canção dos guerreiros
que vão desaparecer...

João Guimarães Rosa

(Magma – Editora Nova fronteira)

Eliane Potiguara pede apoio aos Terenas, apoiada pela ABRALI de Celso Brasil



Esse maravilhoso trabalho (imagem acima)de composição gráfica da ABRALI (viste o interessantíssimo portal e connheça os afiliados:www.abrali.com ), direcionada pelo Poeta Celso Brasil, coloco-o aqui, para aderir ao Movimentompelos Terenas, por Elaine Potiguara e pela própria ABRALI, que abraça a causa e de quem publicmos a entrevista com Eliane potiguara, líder do GRUMIM,quando esteve,neste ano, em Lima, no PERU.

foto:os líderes marco terena e eliane Potiguara9visite a fonte:http://www.redepovosdafloresta.org.br/drupal/?q=node/134&size=m%C3%A9dio

Leiam o dramático depoimento e respondam ao apelo de ELIANE POTIGUARA(autora de metade Máscara, Metade Cara):

"Vamos exercer nossa cidadania!





Assine a petição: Justiça para os Terena



Aos dias dezessete do mês de junho do ano de dois mil e oito, às 05:30 horas da manhã, chegaram os policiais da Policia Estadual e da ROTAI em um ônibus lotado desses policiais.
Haviam: crianças, mulheres, gestantes, idosos que ali estavam dormindo. Os policiais chegaram e quando estavam conversando com todas as pessoas ali presentes na retomada, um policial bruto puxou uma taquara na mão da anciã Julia Meira Faustino de 54 anos de idade derrubando-a imediatamente no chão. Nós fomos proteger nossa anciã e começamos a apanhar de todos os policiais ali presentes.
Os policiais começaram arrebentando todas as barracas, colocando fogo em tudo que ali estava.
Empurraram mulheres, crianças e idosos, puxaram cabelos de mulheres e pisaram e chutaram as roupas dos indígenas.

Clique seguramente no link, veja mais sobre este absurdo e assine essa petição:

http://www.petition online.com: 80/grumin12/ petition. html

Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas
Eliane Potiguara
Escritora Indígena - Ativista
Membro Acadêmico do Projeto Cultural ABRALI "

sábado, 28 de junho de 2008

A Língua das Borboletas-Urda Alice Klueger


"17º livro da escritora Urda Alice Klueger, intitulado “Encontro com a Infância”, uma coletânea de crônicas memorialistas que enfocam, sobretudo, o tempo em que a autora foi criança e adolescente, numa Blumenau de outros tempos. Editora Hemisfério Sul Ltda."



A LÍNGUA DAS BORBOLETAS



(Para Amanda Panambi[1], que é filha da Luciane e do Aldo)





Das tantas línguas com quem se encontrou Cabeza de Vaca[2] nas suas longas andanças pelo continente americano (só na região da América do Norte onde hoje ficam Estados Unidos e México, de uma assentada só, caminhou mais de 10.000 quilômetros ), penso que a mais falada e soberana até hoje seja a língua guarani, usada atualmente na Bolívia, Argentina, Brasil – mas, com muito maior força e reconhecimento, no nosso vizinho Paraguai.

Na primeira vez em que fui de verdade ao Paraguai (nós, brasileiros, costumamos ir até a zona franca que fica entre Brasil e Paraguai, e depois dizermos que fomos ao Paraguai – e ficarmos falando mal daqueles poucos quilômetros cheios de quinquilharias, sem termos a menor noção da beleza que é aquele país), depois de vários dias na belíssima cidade de Assunción, decidi visitar uma região mais ao Noroeste, o estado Menonita. Conhecer a terra dos Menonitas, só por si dá um livro, e então deixo para contar em outra oportunidade. O que quero falar é da língua guarani, que tanto me espantara já em Assunción.

O guarani é a primeira língua de um paraguaio, a língua que ele aprende em casa, com a mãe. Mais adiante vai aprender o espanhol, mas desde os primeiros balbucios e choros, um paraguaio os faz em guarani. Por muitos dias ficara perambulando pelas ruas e praças de Assunción, bastante pasma ao escutar o uso constante do guarani, e não só por pessoas com “jeito” de paraguaias (se é que existe tal “jeito”) como também por gente evidentemente estrangeira, como aqueles loirões modelo Hollywood que são gerentes de Bancos Internacionais, etc. Nas livrarias, interessara-me profundamente pelos livros em guarani, onde não consegui entender nenhuma palavra escrita, e onde comprei, para um amigo que gosta de estudar línguas, um livro de lendas (em guarani, claro!) e um dicionário Guarani/Espanhol.

Mas estava contando que acabei viajando para o tal estado Menonita, e na rodoviária de Assunción, já instalada no ônibus, vi entrar nele três jovens e lindas moças sem aquele “jeito” paraguaio ao qual já me referi acima – eram muito loiras, pareciam-se mais com descendentes de europeus do sul do Brasil. Há dias e dias sem ouvir o português, captei alguma palavra em português na fala delas, e fui lá conversar. As moças era as famosas brasiguaias, que vinham de um estado ao Nordeste do Paraguai, lugar onde vivem muitos brasileiros e seus descendentes. Sim, tinham raízes no sul do Brasil, e falavam português, embora com alguma dificuldade e algumas falhas. Como andava muito curiosa a respeito, perguntei-lhes se falavam guarani. Elas me olharam como se eu tivesse dito uma asneira – claro que falavam guarani! Quem não tinha aprendido em casa tinha aprendido na escola – e então eu me espantei mais: a escola era em guarani? Claro, a escola era em guarani, em que outra língua seria?

E estávamos nessa conversa, elas a contarem que estavam indo para o estado Menonita para trabalharem, quando prestei atenção numa menina que estava na rodoviária, do lado de fora do ônibus, sentada sobre uma alta mala. Teria oito ou nove anos, e lia atentamente um colorido livro infantil cuja capa não deixava dúvidas: era em guarani!

- Gente, olhem a menina, olhem a menina! Está lendo um livro infantil em Guarani!

As três lindas moças me olharam como se eu fosse boba, e depois se entreolharam. Acho que acharam que deveriam dar uma explicação ao ser humano sem bom senso que eu era:

- E daí? Nossos livros infantis também eram em guarani!

Aí fiquei quieta e feliz como não saberia explicar a elas. Pensei em Cabeza de Vaca. Se ele soubesse que, quase cinco séculos depois, aquela língua estaria completamente viva tanto nos livros infantis quanto nas universidades paraguaias, o que diria ele aos seus sucessores que vieram munidos da cruz e da espada para acabar com tudo o que não fosse cristão? Tendo lido um bocado sobre Cabeza de Vaca, acho que ele ficaria bem feliz!

Até hoje estou pensando por que nos chamam de América e Latina! É tão parco o latim nesta nossa terra de tantas línguas antigas!



Blumenau, 04 de junho de 2008.





Urda Alice Klueger

Escritora

[1] Panambi: (em guarani) = borboleta

[2] Cabeza de Vaca: Nobre espanhol que viveu muitas aventuras pelo continente americano, tendo naufragado, entre outros naufrágios, na costa de Santa Catarina/

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Lei e atitudes Contra o Infanticídio



Imagem:cartaz do Instituto Imersão Latina.

A presidente do Instituto Imersão Latina, Brenda mars, divulga o texto/apelo de E#LI, mulher da etnia ticuna,que denuncia uma antiga prática infanticida em tribos brasileiras (tambéwm na China e em outros países, -o infanticídio é usada contra o nascimento meninas,por exemplo,ou por motivos rituais-ossadas de antigas civilizações são encontradas e estudadas por arqueólogos e antropólogos).lemb ramos também a luta da líder Eliane Portiguara contra o assassinato de mulheres adultas e adolescentes.Vamos nos unir nessas lutas, onde o feminino ainda é a questão básica por sob os motivos vários, na maioria dos casos.Leia:


(Vejam mais assuntos indígenas no blog do Instituto Imersão Latina
www.imersaolatina.blogspot.com)


Lei contra o Infanticídio nas tribos indígenas pode mudar uma triste
realidade no Brasil

CAMPANHA LEI MUWAJI

"Quando meu sobrinho de 3 anos foi enterrado vivo, eu sofri muito.
Desejei morrer junto com ele. A gente sofre muito quando enterra
criança."

Makana Uru-eu-wau-wau Centenas de crianças indígenas foram rejeitadas
por suas comunidades e enterradas vivas no Brasil nos últimos anos.
Essa é uma prática antiga, encontrada ainda em mais de 20 povos
indígenas diferentes. Muitas dessas crianças são recém-nascidas.
Outras são mortas aos 3, 5, e até 11 anos de idade. Centenas delas são
condenadas à morte por serem portadoras de deficiências físicas ou
mentais, ou por serem gêmeas, ou filhas de mãe solteira. Muitas outras
são envenenadas ou abandonadas na floresta porque pessoas na
comunidade acreditam que elas trazem má sorte.

Meu nome é Eli e eu sou um líder indígena da etnia Ticuna, do
Amazonas. Como indígena, conheço muito bem a dor que essas famílias
enfrentam quando são forçadas pela tradição a sacrificar suas
crianças. Mas conheço também mulheres corajosas que enfrentam a
tradição e literalmente desenterram crianças que estavam condenadas à
morte. Essas mulheres, mesmo sem nunca terem estudado direitos
humanos, sabem que o direito à vida é muito mais importante que o
direito à preservação de uma tradição.

Por causa do sofrimento do meu povo indígena, e da coragem dos meus
parentes que se opõem ao infanticídio, eu me dispus a trabalhar na
elaboração de um projeto de lei. O primeiro esboço saiu da minha
cabeça. Numa segunda fase, contei com o apoio de uma equipe de
especialistas e de um deputado federal sensibilizado pela causa.

Eu como indígena e defensor dos direitos fundamentais, conclamo a
sociedade brasileira, índios e não-índios, a participar da Campanha
Lei Muwaji. A primeira coisa que eu peço é que você assista o
documentário HAKANI. É a história real de uma menina suruwaha que foi
enterrada viva, mas foi resgatada por seu irmão de nove anos. Você vai
se comover com a luta desse menino para salvar a vida de sua
irmãzinha.

Depois de assistir ao filme, ajude-nos a pressionar o governo para que
a Lei Muwaji seja votada com urgência. Faz exatamente um ano que o
projeto de lei está parado na Comissão de Direitos Humanos. Isso
mostra o total desinteresse do Congresso na causa indígena. Temos
menos de um mês para fazer com que a comissão vote o projeto, senão
ele vai cair no esquecimento. Nós precisamos da sua ajuda. Participe
da campanha e ajude-nos a superar essa prática terrível que ceifa a
vida de centenas de crianças inocentes.
Eli Ticuna

"Quando eu fui enterrada, fiquei muito tempo dentro do buraco. Eu
chorei muito, mas Deus me consolou e me deu uma família." Hakani, 12
anos

O que é a Lei Muwaji?

O PL 1057, projeto de lei apresentado pelo Deputado Henrique Afonso
(PT-AM) em 2007, foi batizado de Lei Muwaji em homenagem a essa mulher
indígena de coragem. Muwaji Suruwaha deveria ter sacrificado sua filha
Iganani, que nasceu com paralisia cerebral. Essa era a tradição do seu
povo. Mas ela se posicionou contra esse costume, enfrentou não só a
sua sociedade, mas toda a burocracia da sociedade nacional, para
garantir a vida e o tratamento médico de sua filha.

A Lei Muwaji, se for aprovada, vai garantir que os direitos das
crianças indígenas sejam protegidos com prioridade absoluta, como
preconiza a Constituição Brasileira, o ECA e todos os acordos
internacionais de Direitos Humanos, dos quais o Brasil é signatário.
Mas o projeto tem enfrentado desinteresse e até oposição de
parlamentares.

"Me desculpem, mas Direitos Humanos não vale para índio! Constituição
não vale para índio!"
(Deputado Francisco Praciano, em Audiência Pública sobre infanticídio
na Câmara dos Deputados, em junho de 2007)

AÇÕES PROPOSTAS

· Escreva uma mensagem curta exigindo que a lei seja votada nesse mês
de junho pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Você pode se basear no modelo abaixo, ou elaborar sua própria carta.
Coloque na carta seu nome, sua cidade e o número de sua identidade.

Exemplo de carta para autoridades:

"Recentemente tomei conhecimento do problema do infanticídio nas
comunidades indígenas, e da luta dos povos indígenas para vencer essa
prática. Considerando que todas as crianças brasileiras devem contar
com a proteção da Constituição Federal, do ECA e dos acordos
internacionais de Direitos da Criança, dos quais o Brasil é
signatário, solicito ao Exmo. Sr. que implemente com urgência os
passos necessários para que o PL 1057/2007, conhecido como Lei Muwaji,
seja votado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados
ainda no mês de junho de 2008. Criança é criança, independente da
origem étnica. Toda criança tem direito inerente à vida."

Assinado: João Fulano de Tal, de Jibóia, MS
RG XXXXXXX

Envie para:

Presidente da Câmara dos Deputados
ARLINDO CHINAGLIA
dep.arlindochinaglia@camara.gov.br

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
POMPEO DE MATTOS
dep.pompeodemattos@camara.gov.br

Relatora do Projeto de Lei 1057 ( dia 29 de maio fez um ano que o PL
1057 foi entregue a ela, até hoje não se pronunciou...)
JANETE ROCHA PIETÁ
dep.janeterochapieta@camara.gov.br

Ministro da Justiça
TARSO GENRO
gabinetemj@mj.gov.br

· Envie mensagens para todos os deputados da Comissão de Direitos
Humanos. http://www2.camara.gov.br/comissoes/cdhm/membros.html

· Envie mensagens para todos os deputados federais do seu estado.
http://www2.camara.gov.br/deputados

· Organize uma sessão de exibição do filme Hakani, seguida de um
debate. Acesse www.atini.org para encontrar mais informações para o
debate. Se você precisar de alguém para ajudar no debate, entre em
contato – vozpelavida@gmail.com

· Coloque esse assunto no seu site, no seu blog, na sua comunidade orkut.

· Coloque o clipe do filme Hakani em seu site ou blog

· Organize uma manifestação popular, uma passeata, uma vigília num
local público, chame a mídia.

· MULTIPLIQUE SUA VOZ - envie esse material para sua lista de amigos e
contatos e multiplique essa campanha!!!!

IMPORTANTE!!! POR FAVOR NÃO FAÇA NENHUMA REFERÊNCIA À SUA ORGANIZAÇÃO
OU DENOMINAÇÃO EM SUA CAMPANHA – ESSA CAUSA É MUITO MAIOR DO QUE
QUALQUER INSTITUIÇÃO. MOVIMENTOS POPULARES TÊM MUITO MAIS VITALIDADE E
FORÇA. HAKANI E SEUS AMIGOS PRECISAM DA SUA AJUDA!!!!!!


Acesse: www.hakani.org e www.atini.org para mais informações sobre o assunto.


As informações acima foram divulgadas pela ONG ATINI - Voz Pela Vida.
Em 2007 o Imersão Latina iniciou uma parceria com o ATINI na luta
contra o infanticídio no Brasil. O Instituto Imersão Latina realiza o
projeto Criança Não é Brinquedo "Quem tem presente, pensa no futuro",
faz uma exposição fotográfica anual no mês de outubro, sempre em
parceria com alguma Organização Não-Governamental que trabalha
diretamente com crianças para divulgar o trabalho daqueles que
contribuem para melhorar a vida dos filhos da América Latina.
Fotógrafos que quiserem participar da exposição deste ano, enviem 5
fotos que retratem a infância nos países latino-americanos com título,
nome do fotógrafo com mini-currículo e local da fotografia para
info@imersaolatina.com. Caso você tenha algum estúdio de fotografia ou
recursos para apoiar na ampliação das fotos ou na divulgação deste
projeto, entre em contato conosco!

vejam a chamada da jornalista e poeta BRENDA MARQUES PENA,que preside o Instituto Imersão Latina e visitem o blog específico para assuntos latino-americanos e divulgação :



"Ajudem a divulgar esta iniciativa!!!

Instituto Imersão Latina
www.imersaolatina.com

"Pensou na América Latina? Aqui é o seu lugar! Este é um espaço diário
do Instituto Imersão Latina pra dinamizar nossa comunicação. Neste
blog, publicaremos o material que chega dos nossos colaboradores de
vários países e não conseguimos disponibilizar no
www.imersaolatina.com. O Instituto Imersão Latina é formado por
ativistas que se preocupam em defender nossa América e mostrar toda a
diversidade cultural, ambiental e de idéias que têm sido dizimadas por
falta de terreno na mídia convencional"

Brenda Marques Pena( a artista ,baterista e fotógrafa Brenda Mars)

domingo, 27 de abril de 2008

Delasnieve Daspet em Lima,Peru



Delasnieve Daspet(na foto com outra mulher de origem indígena presente), Embaixadora da Paz pelo Círculo de Embaixadores da Paz, em Genebra, na Suiça e também de Poetas del Mundo, no Brasil, esteve no FORUM , em Lima (peru).

Outras indígenas brasileiras presentes, além dela e de Eliane Potiguara, também Cônsul de Poetas del Mundo, por exemplo, Míriam Terena.

Nas páginas anteriores, texto de Eliane Potiguara e ainda um poema de Delasnieve sobre a mulher Indígena.

O Brasil esteve bem representado, pois conhecemos a garra ,o valor, a qualidade dessas mulheres.Acreditamos que com sua filosofia de vida e sabedoria atual,somada ao atavismo, consigam novos e melheres rumos em defesa da presrvação da memória, e do direito à propriedade imaterial.

GRUMIN informa sobre FORUM de mulheres indígenas-Lima, Peru




Fotos:A líder brasileira,escritora e poetisa,Professora Eliane Potiguara de blusa branca, ao microfone , líder da Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas, que aí o representa e conselheira do INBraPI,pela Propriedade Imaterial Indígena.
Eliane muito honra ao Brasil por ser e /ou pertencer ainda:
Fellow da Ashoka;Associação Mulheres pela Paz;REBRA/Rede de Escritoras Brasileiras;ABRALI;OBSERVATÓRIO INDÍGENA;NEARIN;entre outras afiliações.


O flash a mostra, num Painel do Forum de Mulheres Indígenas, recentemente em Lima,Peru,conforme notificamos , defende Propriedade Intelectual, Conhecimentos Tradicionais e biodiversidade sobre LITERATURA E DIREITOS INDÍGENAS.

O grupo das indígenas presentes, devidamente apresentadas com roupas típícas, na maioria.

Mesa de debates do Forum, com Tarcila Rivera, Enlace Continental de Mujeres Indígenas - uma das organizadoras do FÓRUM.

O belíssimo texto abaixo foi-nos enviado por Eliane Potiguara:



"Compromisso com a cultura e o pensamento indígenas



A coisa mais bonita que temos dentro de nós mesmos é a dignidade. Mesmo se ela está maltratada. Mas não há dor ou tristeza que o vento ou o mar não apaguem. E o mais puro ensinamento dos velhos, dos anciãos, partem da sabedoria, da verdade e do amor. Bonito é florir no meio dos ensinamentos impostos pelo poder. Bonito é florir no meio do ódio, da inveja, da mentira ou do lixo da sociedade. Bonito é sorrir ou amar quando uma cachoeira de lágrimas nos cobre a alma! Bonito é poder dizer sim e avançar. Bonito é construir e abrir as portas a partir do nada. Bonito é renascer todos os dias. Um futuro digno espera os povos indígenas de todo o mundo. Foram muitas vidas violadas, culturas, tradições, religiões, espiritualidade e línguas. A verdade está chegando à tona, mesmo que nos arranquem os dentes! O importante é prosseguir. É comer caranguejo com farinha, peixe seco com beiju e mandioca. É olhar o mar e o céu. E reverenciar os mortos, os ancestrais. É sonhar os sonhos deles e vê-los. É conviver com as "manias de cabôco", mesmo sufocados pela confusão urbana ou as ameaças agrestes, porque na realidade são as relações mais sagradas de nosso povo, porque são relações com a terra e com o criador, nosso Deus Tupã. Bonito é vestir os trajes do Toré e honrar-se como se vestira os trajes dos reis e senti-los como a expressão máxima das relações entre o homem , a terra e Deus. É sentir o sagrado e o universo. O importante é crer e confiar mesmo que na noite anterior violaram nossa casa ou nosso corpo. É preciso ouvir os velhos, o som do mar, dos ventos. É preciso a unidade entre as famílias, por isso pedimos a Tupã que nos proteja e dê um basta ao sofrimento secular de nosso povo comedor de mandioca.

Pedimos à força superior, que nossos pensamentos se elevem aos mais profundos planos sagrados da espiritualidade indígena, junto aos velhos, aos curandeiros, aos velhos pajés, muitas vezes apagados pelo poder, mas renascido como FORÇA, pela consciência do povo. Pedimos que nossos espíritos se elevem ao mais sagrado da sabedoria humana e receba a irradiação do amor, da paz e do conhecimento a todas as nossas cabeças indígenas e de outras etnias e povos, transformando todo pensamento discordante , conflituoso em pensamento de paz, que construa a unidade entre todos os seres do planeta Terra.

Que possamos construir a partir de agora, uma grande frente de energias, apoiada por todos que lêem ou ouvem esse compromisso, para garantir a dignidade de povos abandonados , condenados à extinção.

Não! Não podemos admitir a derrota. Há jovens, crianças sorrindo, há mar, há sol, há esperanças. Há espiritualidade! Basta que soltemos as amarras do racismo impostos ao nosso subconsciente, esse inimigo que divide o nosso povo.

Abramos a porta. Entremos. Nossos velhos nos esperam para a cerimônia da paz e da luz inquebrantável.

Um grande marco se está colocando aos anciãos, aos guerreiros, nossos avós, nossas mães, nossos velhos defensores eternos da terra e da natureza.



Vamos meu povo, elevemos nossos pensamentos a Tupã e abramos o nosso coração na "Oração pela Libertação dos Povos Indígenas", pelos 300 milhões de indígenas que habitam o planeta terra. E pensemos na frase sábia do cacique Xavante Aniceto: “A palavra da mulher é sagrada como a

Terra”.





Y ela cria allas

Estabamos alli. Todas pintadas, como si fuesemos para la guerra.

Quando pasabamos por los corredores del Congresso Nacional, en Brasília, en 1988, en ocasión de las atividades políticas que conducian nuestra lucha dentro de la Asamblea Constituyente, las voces hacian un eco y las palmas de las manos batian estridentemente.

Varias formas de bocas, dientes y sonrisas. Pero un mismo corazon pulsaba: La esperanza de que esa Asamblea Constituyente brasileña viniese a traer avances para la garantia de los derechos humanos de los pueblos indígenas. Las personas ejecutivos, funcionarios, parlamentares, todos nos miraban de la cabeza a los pies admirados y curiosos como si fuesemos seres de otro planeta, pero con cariño, ciertos de desconocer la propia realidad de su pais. Estabamos emocionadas. Todos se emocionaban, los ojos brillaban como estrellas y esta emoción se mesclaba al olor del café de la cantina del lado, a los lindos dibujos indígenas, y al olor de la pintura de jenipapo en la cara, al olor del aceite de la castaña de Pará, y al olor del rojo urucum que untaban y abrillantaban los largos cabellos de los Kaiapós, liderados por Megaron y Raoni. Las miradas de los guaranies y el mirar sabio de la índia Marta, llenos de esperanza que titilaban apretados en la capital del país. El mirar de lince de los Terenas y Tukanos mostraban la esperanza por las decisiones. Miradas desconfiadas de los indígenas del Nordeste questionaban el futuro, por sus pajas bravas resecadas por la seca del monte. Las mujeres miraban sobresaltadas, pero resueltas. Marta estaba ahí. Hoy es uma estrella la primera mujer indígena en tener el coraje de criar una Asociación de índios sin aldea: Kaguateka. Sus tierras, sus recursos naturales y sus conocimientos habian se perdido.

Textos: ELIANE POTIGUARA

Fellow da Ashoka
INBRAPI/Inst.Bras.Propriedade Intelectual
Membra Fundadora del Enlace Continental de Mujeres Indígenas
Associação Mulheres pela Paz

Cônsul de Poetas Del Mundo

REBRA/Rede de Escritoras Brasileiras

ABRALI

OBSERVATÓRIO INDÍGENA

NEARIN

www.elianepotiguara.org.br (site da escritora)

www.grumin.org.br (site Institucional)

No microfone, Tarcila Rivera, Enlace Continental de Mujeres Indígenas, uma das organizadoras do FÓRUM.







Lo que queremos para garantizar los derechos de los P.I.





􀂄La posse de la tierra y los recursos naturales.

􀂄La transmision y protecion de los conocimientos.

􀂄La naturaleza coletiva y intergeneracional de nuestros saberes.

􀂄Que sejan adotadas medidas jurídicas para coibir la apropriación y uso indebido de los conocimientos tradicionales





Convención 169 de la OIT

􀂄En los artículos 2º, inciso I, bien como los artículos 4º,6º,7º e 13º de la Convención 169 garantizan la criación de mecanismos participativos de Consultas previamente a la criación de medidas legales que puedan afetarnos diretamente.

􀂄Los princípios de la Declaración de las Naciones Unidas sobre derechos de los pueblos indígenas en sus artículos 3º,26º,27º y 31º reconocen:

􀂄a)La livre determinación y autonomia de los pueblos indígenas para la proteción y control de los recursos naturales y de los conocimientos tradicionales, asi como el dever de los Estados asegurar nuetra participación livre y apropriada



INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA

Observação importante:esses textos de Eliane Potiguara poderão ser divulgados, desde que resguardada a autoria.
Postado por Clevane_em_Pessoa às 13:55 0 comentários
Marcadores: GRUMIN informa sobre FORUM de mulheres indígenas-Lima, Peru

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Edison Almeida-Um Indio Descerá de Uma Estrela



Imagem:"Canoas na Picinguaba", enviada pelo autor, que reside na Ilha da Madeira, portugalk-e é Chanceler do InBrasCi.
"Um Indio Descerá de Uma Estrela"

"Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
"Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá”
(Caetano Veloso)



"Esta letra de Caetano Veloso lembra imenso o livro O AVATAR, nas buscas de Ale Mohamed por uma explicação NATURAL, das coisas e situações do Mundo.

Realmente o ser humano se desumanizou há séculos e agora estamos vivendo momentos tão HIPÓCRITAS de uma Sociedade mais que Hipócrita, cega por FALSOS VALORES e por VALORES QUE CEGAM.

Cada qual quer defender o que conquistou e nem sequer faz ideia das desgraças que GERAM aos seus próprios DESCENDENTES pelo que destroem toda A NATUREZA, A FLORA, A FAUNA e mais do que tudo nossos IRMÃOS ANCESTRAIS, os verdadeiros e Eternos Filhos da Terra.



Chamados de vários nomes, Indios, Silvícolas, Indianos, Africanos, Syoux, no entanto cada um deles tem seu nome registrado no Universo, sem precisar de Cartório Notarial algum terreno, hoje em mãos também de gente inescrupulosa e sem respeito a chamada FÉ, pois antigamente o Tabelião era um homem de Fé, hoje se algum deles dizer isto eu sou o PRIMEIRO a negar, PORQUE NINGUÉM PODE SE DIZER DE FÉ se nem sabe o que é realmente o simbolismo da palavra, verifiquem, estudem e vejam o que isto simboliza e depois me procurem, sinto ASCO de gente assim, metida a ser o que NUNCA FOI E NEM NUNCA SERÁ....porque a sua origem é FALSA, muito falsa e sem NATUREZA, interligação cósmica, terrena e humana.



Assim, venho por este meio exortar a todos que neste domingo façam uma REFLEXÃO a respeito do que estão FAZENDO COM TODA A NATUREZA, inclusivamente a natureza humana, investida de uma chamada SOCIEDADE CIVILIZACIONAL, e que tenhamos força suficiente para TRAVARMOS ESTES DESCALABROS de acabarmos com tudo em prol de um MUNDO MATERIALISTA E SEM NEXO".

Édison Pereira de Almeida – www.ermitaodapicinguaba.com . Vila Piscatória Artesanal .

Graça Graúna -ME- Fênix da poesia invencível



A escritora Graça Graúna (Maria das Graça Ferreira - os remanescentes de nossas tribos brasikleira, costumam apor ao prenome civil, o nome de sua tribo) - é também uma poeta de grande sensibiligade.Neste ano, publica, pelo Edições Alternativas(BH/MG) da poeta Tânia Diniz,TEAR DA PALAVRA.
Ela é nordestina de origem, como sou também, nascida em São José do Campestre(RN) e reside em Pernambuco,na capital.
Ensaísta atenta, é uma filsofa de seu tempo.Trás no tipiti do espírito, a massa viva de sua cultura ancestral.E o resultado é uma literatura especialíssima.
No dia 13 de maio - vejam o simbolismo dessa data!-haverá, no Palácio das Artes, em espaço no Terças Póeticas ,sarau com as poetisas que compõem a ME18, antologia sobeja e ricamente descrita abaixo, no texto de Graça Graúna.
As presentes, representarão também as poetas ausentes e escrevi para Tânia Diniz,e disse que gostaria de ler poema de Graça Graúna.Ela me respondeu que Graça pedira o mesmo, o que muito me alegrou.

Do blog de GG:

http://ggrauna.blogspot.com/)

Segunda-feira, 31 de Março de 2008
ME: Fênix da poesia invencível


"A história da literatura escrita por mulheres no Brasil parece uma verdadeira colcha de retalhos: alguns de feição belorizontina, outros de matiz nordestina, outra parte vinda do Sul, Sudeste e do Centro Oeste e de muitos lugares, também fora do Brasil.
Com este espírito surgiu em Belo Horizonte (MG), no ano de 1989, o movimento de mulheres escritoras; movimento este liderado por Tânia Diniz: poeta, contista, editora e responsável pela criação do Mural Poético Mulheres Emergentes – o sensual em cartaz – ou M.E, como é conhecido no meio literário, especialmente no campo das chamadas edições alternativas.
Rompendo o cerco, haverá o lançamento oficial da antologia ME. Cerco da ausência de patrocínio para publicar com poesia e tenacidade cada edição com tiragem de mil exemplares, o M.E configura um espaço aberto; um lugar de diálogo, um espaço pioneiro onde autoras e autores são publicados, especialmente pela qualidade literária, como diz a própria editora Tânia Diniz. Entre os autores convidados, destaca-se Carlos Nejar: poeta, ficcionista, critico, membro da Academia Brasileira de Letras e natural do Rio Grande do Sul. Com o Suplemento Especial do M.E, número 27, de 1996, os(as) leitores(as) de Mulheres Emergentes conhecem o talento de Nejar com alguns de seus poemas extraídos da obra Elza dos Pássaros ou a ordem dos Planetas.
Em sua trajetória, o M.E cumpriu seus objetivos divulgando a poesia em escolas de todos os níveis, em bibliotecas, congressos, feiras, exposições dentro e fora do país, e em dar espaço a poetas novos(as) ao lado de nomes consagrados a exemplo de Antonio Risério (BA) que aparece no suplemento 31, em 1997. No oitavo ano de sua edição, lutando contra a falta de patrocínio, contra preconceitos, falsidades e sabotagens o M.E superou os obstáculos e em 98, o suplemento 32 divulgou o fazer poético de mais quinze colaboradores(as), confirmando os ensinamentos de velho Quintana:

Todos esses que aí estão
atravancando o meu caminho,
eles passarão...
eu passarinho!

Em 1998, o suplemento M.E fala do calor de tantas águas de março e nesse ritmo, a editora Tânia Diniz mostra seu fôlego e resistência que se multiplica em mais mil exemplares do “sensual em cartaz” para refletir o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, com as contribuições de Marina Colassanti (RJ), Myriam Fraga (BA), Susana Cataneo (Argentina), Carlos António Bengui (Angola), Fábio Weintraub (SP) e, entre outros(as), Luiz Alberto P. Kuchenbecker (PR) autor do seguinte poema:

Beijar você
é no fundo no fundo
bater com a língua nos dentes
botar a boca no mundo

Ainda em 1989, já comemorando seus dez anos, o ME dedica uma edição especial ao haikai ou haicai: um tipo de poema japonês do século XVII que tem em Matsuo Bashô a grande expressão poética do seu tempo. O suplemento 35 traz uma mostra de haikais de autores(as) brasileiros(as) e latinoamericanos, entre os quais: Octavio Paz (México), Victor Sanchez Montenegro (Colômbia) Santiago Risso (Peru), Teruko Oda (SP), Pablo Neruda (Chile), Flavio Herrera (Guatemala), Milor Fernandes (RJ), Yeda Prates Bernis e Wilmar Silva (MG) e haikais japoneses traduzidos por Olga Savary (RJ).
Em seu décimo ano (1999), o M.E fez um tributo ao poeta José Paulo Paes e em meio ao intenso clima poético em Belo Horizonte, com a Bienal Internacional da Poesia, o M.E se multiplicou na exposição dos seus murais pelas estações do metrô da cidade. O suplemento 37 e 38 brindam as mulheres emersas, emergentes ou por emergir; brindam o leitor, a leitora no décimo ano de existência e comemorações, pelo bem do planeta e dos homens, como sugere este fragmento do poema Romance, de Thiago de Melo, no suplemento 38:


[...]
Que te cante a paz no peito
Não é benção para mim,
que perto estou já do fim.
Te quero tanto, que tanto

Dentro de ti me perdi.
Só por sonhar que erga vôo
de pássaro prisioneiro
a luz que lateja em ti.

O M.E inaugura o ano 2000 dedicando seu número 40 ao talento poético da mineira de Cataguases, Maria do Carmo Ferreira - Carminha, com destaque a alguns de seus poemas publicados entre 1969-1999. Ainda no ano 2000, o ME publica o talento dos que participaram do Terceiro Concurso Internacional de Poesia. Em 2001, mais uma vez o ME teve um round perdido e apesar da falta de incentivo conseguiu, assim mesmo, levar ao público cinco números (do 44 ao 48) em um único suplemento, mas “caminhando com orgulho e alegria na tortuosa senda” do fazer poético. Em 2002, ao completar treze anos, o ME mostra-se, mais uma vez, embalado pela espera de que dias melhores virão, e tocado pela irreparável perda de um irmão das letras que virou estrela em 21 de junho daquele mesmo ano: Roberto Drummond, o autor de Hilda Furacão.
Com poemas, contos e ilustrações, a Antologia M.E 18 conta com apresentação de Leila Miccolis (Blocos on-line/RJ) e Constancia Lima Duarte (Ufmg/BH). Na opinião de Leila: “por tantas e todas essas diferenças, Mulheres Emergentes se distingue, se sobressai no panorama cultural do país nesses dezoito anos de atividades, oferecendo a doçura de seus belos frutos e o abrigo de sua frondosa copa à Árvore do Saber”.
O nome Mulheres Emergente é uma alusão ao livro de Natalie Rogers, uma conhecida psicoterapeuta americana; um livro que figurou entre os mais sucedidos na década de oitenta. Para Constância Duarte, a psicoterapeuta acreditava no poder da manifestação artística como parte do processo terapêutico e que sua obra promovia o auto-conhecimento por meio da liberação criativa e emocional. Nesta perspectiva, Constância comenta:

foi bem isso que Tânia Diniz realizou através das edições do ME. Ao estampar – em alto e bom som – tantas promessas literárias, tantas confissões da intimidade, o Mulheres Emergentes consolidou a auto-estima de jovens poetas, e liberou, pela verbalização, muito da sensualidade feminina.

Esta vertente da literatura brasileira chamada Mulheres Emergentes – Edições Alternativas - traduz-se num constante garimpo e trabalho aglutinador que reúne também vozes masculinas que se achegam para cantar o seu lado feminino, “para melhor louvá-las e conviver”. Por tudo isso, Tânia Diniz comemora os dezoito anos de seu mural poético com vários projetos, a exemplo do mais recente que é a Antologia ME 18. Brindemos então à maioridade literária do M.E, aos autores e autoras que fazem parte dessa história: Silvia Anspach, Bárbara Lia, Lúcia Serra, Vera Casa Nova, Teruko Oda, Iara Vieira, Johnny Batista Guimarães, Hugo Pontes, Adão Ventura, Eliane Accioly Fonseca, Graça Graúna e Sandro Starling, entre outros. Na Antologia ME 18, um fato inédito; a presença de três filhas e suas respectivas mães que se juntam no oficio da escrita. Nas palavras de Tânia, trata-se de:

Raquel Naveira e sua Letícia, Elza R. Amaral e sua Beatriz, e eu mesma, Tânia Diniz, e minha amada Ana Carol, a primogênita, que começa a se aventurar nos minicontos. Outra coisa, é o fato de mostrar a diversidade do ME e assim teremos poemas, pequenos contos e ilustrações.E uma amostra mínima , do mapa nacional e internacional, de onde circula nossa poesia ME! Então, maioridade conquistada, um brinde 'a longa estrada que se descortina!

Enquanto eu burilava este artigo, recebi uma comunicação de Tânia Diniz, confirmando que o ME – “o sensual em cartaz” – está no forno; daqui um pouco sai. Claro, o espetáculo deve continuar. Agora, depois da antologia, seguramente, o ME retorna, fênix da poesia invencível, diz Tânia em comunicação pessoal. Assim, caminha a edição alternativa ME e é nesse ritmo que a sua idealizadora mostra tanto entusiasmo, ao ver que essa colcha de retalhos, isto é, que esta vertente da literatura brasileira foi se formando em meio ao desejo de cada autora e de cada autor se fazer presente, de ousar, de mostrar e dizer seus receios por meio da escrita".

Graça Graúna, Nordeste do Brasil
Postado por Educadora em Direitos Humanos às 16:23

Da antologia:

"Quando a areia
arranha a
ostra
Quando a ostra
arranha a
areia
olha a festa da sereia...

(pg46)


7

Núcleo de advogados indígenas compõe o corpo do INBRAP





Imagens:Os mais velhos respeitam os jovens e são por eles respeitados.
-símbolo universal da PAZ.
-Eliane Potiguara, com a jovenm advogada Dra Fernanda Jófej Káigang, a quem já pegou no colo.
-adolescente pataxó


No blog de Eliane Potiguara , a líder do GRUMIN(Grupo de Mulheres Indígenas), você encontrará todas as notícias atualizadas, na medida do possível, sobre o andamento do indígena, hoje, capaz de ocupar seu lugar social, vejam esse sobre os advogados -e o desejo de uma estudante de direito de estar no grupo.Já é tempo de parar de imaginar o indígena braisleiro paenas com imagem da nudez e das vestes típicas de sua etnia, repetida em festas ,encointros.Assim quais todos os demais brasileirso, eles migram em buscam de estudo, de fortalecimento, para, sem esquecer suas raízes, poder lutar pelos direitos de sua gente.Aofessora eliane, por exemplo, luta contra o assassinato e o estupro de mulheres indígenas, entre outras vertentes de zelo.Também é prosadora, poeta, conferencista , palestrista(neste blog e no dela, v.encontrará muito material escrito com o espírito genuíno dos remanescentees de várias etnias.
Ontem , foi o "Dia do Índio"- e sempre lembro-me de Baby Consuelo cantando:"Todo Dia, era Dia de Índio".Devemos nos orgulhar dos verdadeiros brasileiros e ajudá-los a não perderem na poalha do tempo, sua cultura linda.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Embaixadora Universal da Paz (Cercle de les Embassadeurs de la Paix-genebra, Suiça)).


Núcleo de advogados indígenas compõe o corpo do INBRAP
Enviado em Questão Indígena de GRUMIN | 7 de Abril de 2008 @ 12:38
Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 50

INBRAPI/INSTITUTO INDÍGENA BRASILEIRO PARA A PROPRIEDADE INTELECTUAL
REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS
GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena

Estimados amigos e amigas
O INBRAPI FEZ SUA ASSEMBLÉIA JURÍDICA no dia 25 de março de 2008
Os seguintes assuntos foram tratados:

1. Inclusão de novos membros no Núcleo de Advogados Indígenas do Brasil, integrante do Inbrapi;
2. Avaliação e aprovação de contas pelo Conselho Fiscal.
3 .Alteração dos Estatutos Sociais para inclusão de novos objetivos e de novos requisitos para concorrer aos quadros Diretivos do INBRAPI para as próximas eleições
4 .Eleição da Diretoria;
5. Elaboração dos Regimentos Internos dos Núcleos do INBRAPI

O inbrapi ficou assim constituído:

Diretor-Presidente: Prof.Daniel Munduruku
Diretora-Executiva: Dra. Lúcia Fernanda Jófej
Diretora de Comunicação: Profª Eliane Potiguara
Diretora do Núcleo de Advogados Indígenas: Dra. Semari Akoquati França
Núcleo de Escritores Indígenas:prof. Daniel Munduruku
Novos membros do Núcleo de advogados Indígenas: Dr. Wilson Matos da Silva e Dr. Vilmar Martins Moura Guarany,

Visite o site e participe do INBRAPI
www.inbrapi.org.br
Uma resposta to 'Núcleo de advogados indígenas compõe o corpo do INBRAP'

RSS | Link desta publicação

1.
"Rejane Silva (Pankararu) disse,

on 16 de Abril de 2008 @ 19:49

Boa tarde a todos,
Meu nome é Rejane , sou da etnia Pankararu de Pernambuco e atualmente estou no último ano da faculdade de Direito da PUC/SP.
Estou escrevendo pois fiquei interessada neste núcleo de profissionais do Direito, principalmente por serem indígenas.
Gostaria de saber se há possibilidade de estar participando com vocês e como posso estar contribuindo com esse trabalho.

Aqui em São Paulo, faço trabalhos e projetos com a comunidade indígena Pankararu e tenho outras parcerias também

Meus contatos: (11) 8480-1086 / 3735-8883
regi_silva01@yahoo.com.br

Agradeço desde já a atenção…

Abraços

Rejane Pankararu"

Fonte:
http://blog.elianepotiguara.org.br/2008/04/07/nucleo-de-advogados-indigenas-compoe-o-corpo-do-inbrap/#more-293

Visite o interessante e veraz blog de Eliane Potiguara:

http://blog.elianepotiguara.org.br

Mulher Indígena-Delasnieve Daspet






penas, objetos indígenas.Mulheres de origem Guarani (veja mais na fonte, o site
www.itanhaem.sp.gov.br/.../indios_mulheres.jpg) e Delasnieve Daspet, Embaixadora no brasil de Poetas del Mundo.Reparem no adereço de cabelo.
Delasnieve esteve em lima, Peru, no evento que estamos divulgando neste blog-e assim que tivermos mais documentos e fotos,desse momento de reflexão, para os papéis femininos na manutenção da cultura, da paz e da ordem, os publicaremos.

Abaixo, o poema que lhe brotou, ao estar ali, com tantas outras representantes femininas:


Mulher Indígena
Delasnieve Daspet


Tu que perfumas a vida,
Que grita pela igualdade,
Que clama solidariedade,
Que conhece o sol e a lua,
O amanhecer e o anoitecer,
Que vive na penumbra,
Invisível à sociedade.

Tu que integras a natureza,
Sofre discriminações de todo tipo,
Redescubra teus valores e interesses
Teus sonhos e esperanças,
Planos e sentimentos
Na construção de uma comunhão sólida e interna,
Assume o espaço que é teu
Na terra que é tua por direito!


Necessitas,
Não para uma satisfação pessoal,
Mas no todo que somos,
Uma comunhão que garanta
Paz de espírito e fidelidade,
A segurança do sincero e do duradouro
No futuro harmônico e seguro.
Do esforço de cada um
Sem crise de continuidade...

Lembrando que somos partes da mesma Terra,
Vem!
Vamos juntas,
Em busca da Paz!
Lima-Perú – 15.04.08
Midi -Andes.wav

Dedicado à todas as Mulheres e Líderes Índigenas presentes ao
Primer Foro Internacional de Mujeres Índigenas
13-16 de abril em Lima - Perú

terça-feira, 15 de abril de 2008

Remanescentes de Tribos brasileiras, apresentam-se

Amanhã, termina o Foro de remanescntes e lideranças indígenas do gênero feminino, em busca de novos runmos, no Peru,em Lima.
Do Brasil, viajaram para lá as Professoras Graça Graúna, Eliane Potiguara e a advogada Delasnieve Daspet.As três são poetas e escritoras.As duas primeiras,remanescentes dos índios potiguaras e Delasnieve, dos Guaranis.
Aguardamos quen nos tragam notícias quando retornarem ao Brasil.

Clevane Pessoa

Cumprem a extensa programação:

"Primer Foro Internacional : Mujeres Indígenas, Compartiendo Avances para Nuevos Retos


Lima, Perú 13 – 16 abril 2008 Hotel Plaza del Bosque
CONVOCATORIA
Las mujeres indígenas hemos logrado avances en los últimos años en procesos para la defensa de nuestros derechos e incidir en foros internacionales con recomendaciones recogidas en los programas de trabajo de los Estados y otros organismos.
De igual modo, hemos encontrado nuevas formas de expresión organizativa para concretar nuestros sueños y acciones. En la Región contamos con redes organizativas, redes temáticas y asociaciones promovidas por mujeres líderes sociales, políticas, culturales y profesionales orientadas al respeto de los derechos humanos, de las mujeres y pueblos indígenas.
En el plano global contamos con el Foro Internacional de Mujeres Indígenas – FIMI, del cual las indígenas de América Latina y el Caribe somos integrantes y nos proponemos crear espacios de debate y discusión sobre los avances en el respeto de los derechos de las mujeres y pueblos indígenas.
El Foro Internacional de Mujeres Indígenas, compartiendo avances para Nuevos Retos, es la forma institucional en la que el FIMI inicia los espacios de discusión y debate en nuestra región. Se realizará en Lima del 13 al 16 de abril del 2008, bajo la Coordinación del Enlace Continental de Mujeres Indígenas Región Sudamérica, a cuya convocatoria se suman la Red de Mujeres Indígenas de México, Centro América y el Enlace México, además del FIMI mismo.
Este Primer Foro, de amplia participación, propiciará espacios de diálogo y generación de propuestas comunes para fortalecer nuestros aciertos y construir una agenda común como parte del movimiento social por la equidad y la justicia.

 Objetivo General
Promover el diálogo y el intercambio de experiencias de mujeres indígenas de la región respecto a sus avances y desafíos en su empoderamiento y el ejercicio de sus derechos, contribuyendo a fortalecer iniciativas de articulación con otros movimientos sociales y la cooperación internacional.

 Objetivos Específicos
- Compartir y evaluar los logros y desafíos de las mujeres indígenas a partir de temas globales relativos a sus intereses tomando como referencia la I Cumbre de Mujeres Indígenas Oaxaca, 2002; el IV Encuentro Continental de Mujeres Indígenas, Lima, abril 4 – 7, 2004, las Recomendaciones del Foro Permanente sobre Asuntos Indígenas de la ONU y las del Relator Especial de Derechos Humanos para Pueblos Indígenas.
- Promover el intercambio de experiencias y la construcción de alianzas estratégicas entre organizaciones afines, el movimiento feminista y los organismos de la cooperación.
- Construir la agenda de prioridades de las mujeres indígenas y presentarlas al Foro Permanente sobre Asuntos Indígenas.

I. Temas
1. Globalización y Mujeres Indígenas
 Territorio, medio ambiente, recursos naturales y efectos del cambio climático.
 Propiedad Intelectual, conocimiento tradicional y biodiversidad (OMPI, INDECOPI).
 Comunicación y tecnologías de la información (INSTRAW, UNESCO, Know How).
 Reforma de la ONU: Procesos de Paz y Seguridad en el Mundo - FIMI

2. Mujeres Indígenas y Derechos Humanos  Racismo, Discriminación y Salud Espiritual desde las Mujeres Indígenas
 Salud Sexual Reproductiva y Prevención VIH/Sida
 Género, Cultura, Violencia y Rol de las defensoras de DDHH - FIMI
 Educación Intercultural:
- Acceso, calidad e indicadores y calidad en las políticas educativas para la niñez.
- Oportunidades educativas para mujeres indígenas
 Economía y Mujeres Indígenas:
- Políticas antipobreza y acceso a crédito
- ¿Dónde está el dinero para las mujeres? - FIMI

3. Mujer Indígena y Construcción de Alianzas
 Diálogo con otros movimientos sociales: Movimiento Feminista,
Afrodescendiente, Foro Social Mundial y otros.
 Diálogo con los Organismos de Cooperación Internacional:
- FIMI, AWID,UNICEF, OPS, PNUD, UNFPA, UNIFEM; FSM,
AECI, Unión Europea, Cooperación Canadiense, BID, BM,
GTZ, etc.

4. Movimiento Indígena: Avances y Desafíos.
 Cultura y Violencia.
 Participación política y visibilidad.
 Pueblos Indígenas y el Sistema de la ONU y la OEA:
- Foro Permanente de Asuntos Indígenas, Nuevo Decenio Internacional de los Pueblos Indígenas.
- Declaración de los Derechos de los Pueblos Indígenas de la ONU y OEA.
- OIT, UNESCO, OMPI

II. Perfil de Participantes
Delegadas:
- Mujeres indígenas representantes de organizaciones de mujeres indígenas a nivel regional, nacional o internacional.
- Mujeres indígenas representantes de organizaciones mixtas con acciones que involucran específicamente a mujeres a nivel regional, nacional o internacional.
- Mujeres indígenas destacadas a nivel nacional o internacional en el campo de la política, el conocimiento, o el arte.
- Mujeres indígenas profesionales, de asociaciones, o de centros de formación.

Invitadas/os especiales:
- Lideresas indígenas destacadas y representantes de organizaciones.
- Expertos/as en temas de la Convocatoria.

Observadoras/es:
- Instituciones internacionales multilaterales y bilaterales.
- Invitadas/os oficiales de Gobiernos, Secretarías de la Mujer y Asuntos Indígenas.
- Representantes de ONGs, medios de comunicación y otros.

III. Proceso de inscripción
Las mujeres indígenas interesadas en participar en el Foro Internacional Mujeres Indigenas, Compartiendo Avances para Nuevos Retos deben contactarse vía electrónica a warmi@chirapaq.org.pe ; forofimi@gmail.com

IV. Costos
Además de los gastos de traslado desde sus lugares de origen hasta Lima, los gastos de alojamiento y alimentación por los 4 días de participación tiene un costo de US$ 600 por persona.

V. Becas de participación
Se dispondrá de un número limitado de becas de participación para lideresas de organizaciones indígenas nacionales e internacionales, que estará a cargo de un comité.

VI. Comunicaciones

Las aplicaciones, comentarios y sugerencias deberán enviarse a la siguiente dirección: CHIRAPAQ, Centro de Culturas Indígenas del Perú
Av. Horacio Urteaga 534 – 203 Jesús María, Lima, 11 Perú
Telefax: (511) 423 2757
E.mails: warmi@chirapaq.org.pe, ayllu@chirapaq.org.pe, forofimi@gmail.com
www.chirapaq.org.pe y www.indigenouswomensforum.org "